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Cinco estados registram aumento de casos graves de Covid-19
Novo boletim do InfoGripe aponta também o crescimento de síndromes respiratórias causadas pelo metapneumovírus e rinovírus
Publicado em 07/11/2026 23:53
Saúde

Anatomia do Caos, sobre a Covid-19 no Brasil. - (crédito: Divulgação)

Um novo boletim do InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta aumento de casos graves de Covid-19 em cinco estados brasileiros. No período de 25 a 31 de outubro, também foi observado crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao metapneumovírus, ao rinovírus e ao vírus sincicial respiratório (VSR).

De acordo com o levantamento, os registros de SRAG por Covid-19 aumentaram em Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Apesar disso, nas quatro últimas unidades da Federação, a incidência da doença permanece em níveis muito baixos

O boletim também aponta avanço dos casos graves provocados pelo metapneumovírus, principalmente em estados das regiões Sudeste, Sul e Nordeste. A incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, com maior associação aos vírus rinovírus e metapneumovírus.

Em três estados, a incidência de SRAG permanece em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem indicação de crescimento na tendência de longo prazo. São eles Roraima, Sergipe e Santa Catarina.

Entre as capitais, duas das 27 apresentam níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo: Aracaju e João Pessoa.

A incidência e a mortalidade semanal média por SRAG mantêm um padrão de maior impacto nas extremidades das faixas etárias. Enquanto a incidência de casos graves é mais elevada entre crianças de até 2 anos, a mortalidade atinge principalmente a população com 65 anos ou mais.

A Fiocruz reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra casos graves e mortes por Covid-19. A instituição destaca a importância de manter a imunização em dia, especialmente entre pessoas que integram os grupos prioritários, como idosos e imunocomprometidos.

No ano epidemiológico de 2026, foram notificados 171.369 casos de SRAG no país. Desse total, 91.420 (53,3%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, enquanto 62.823 (36,7%) apresentaram resultado negativo. Outros 7.457 casos (4,4%) aguardavam resultado dos exames.

Entre os casos com identificação de vírus, 38,7% foram associados ao vírus sincicial respiratório (VSR), 33,5% ao rinovírus, 15,5% à influenza A, 5,5% à influenza B e 3,9% ao SARS-CoV-2, causador da Covid-19.

Maria Beatriz Giusti

Correio Braziliense

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