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Zucco e Eduardo Leite iniciam transição de governo no Rio Grande do Sul e definem agenda de trabalho
Primeira reunião presencial ocorreu no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Processo prevê encontros semanais por áreas temáticas, compartilhamento de informações e elaboração de um documento com dados sobre a atual administração estadual.
Por Tendência
Publicado em 09/10/2026 16:03
Rio Grande do Sul

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O governador Eduardo Leite (PSD) recebeu, na manhã desta sexta-feira (9), o governador eleito Luciano Zucco (PL) e representantes das equipes de transição para a primeira reunião oficial de preparação da mudança de comando do Executivo gaúcho. O encontro foi realizado no Palácio Piratini, em Porto Alegre, e marcou o início formal dos trabalhos entre as duas administrações.

 

 

A reunião teve como objetivo estabelecer os procedimentos para a transferência de informações sobre a estrutura do governo, as contas públicas, os programas em andamento, as obras e os compromissos assumidos pela atual gestão. A proposta é garantir que a futura administração tenha acesso aos dados necessários para organizar suas prioridades antes da posse, prevista para 6 de janeiro de 2027.

 

 

Luciano Zucco foi eleito no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, com 58,05% dos votos válidos, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul. A partir de janeiro, ele assumirá o lugar de Eduardo Leite, que está à frente do Executivo estadual desde 2019, considerando seus dois períodos de mandato.

 

 

Transição terá seis áreas prioritárias

Durante a reunião, Eduardo Leite apresentou uma proposta de organização dos trabalhos, com calendário de atividades, divisão de responsabilidades e mecanismos para o compartilhamento de informações entre as equipes.

O planejamento prevê reuniões semanais organizadas em seis eixos temáticos:

 

 

  • Segurança Pública: políticas de segurança, estrutura das forças policiais e ações em andamento.

  • Gestão e Finanças Públicas: situação financeira do Estado, orçamento, contratos e administração.

  • Meio Ambiente, Infraestrutura e Mobilidade Urbana: obras, transportes, projetos de infraestrutura e políticas ambientais.

  • Políticas Sociais: programas e serviços públicos voltados à população.

  • Desenvolvimento Econômico: iniciativas de estímulo à economia e à atividade produtiva.

  • Plano Rio Grande e Resiliência: projetos de reconstrução, prevenção de desastres e preparação para eventos climáticos extremos.

Conforme o cronograma apresentado, a instalação do escritório da Comissão de Transição estava prevista para os dias 13 ou 14 de outubro. As reuniões temáticas devem começar em 19 de outubro, e a entrega do chamado Livro de Transição foi programada para 26 de outubro.

 

 

Leite defende transparência e continuidade dos serviços

Após a reunião, Eduardo Leite afirmou que a passagem de governo deve ocorrer com diálogo institucional, transparência e respeito à decisão dos eleitores.

O governador destacou que o objetivo é fornecer à futura administração as informações necessárias para que possa tomar decisões e manter a prestação dos serviços públicos.

A proposta prevê o levantamento de programas, projetos e ações desenvolvidos entre 2023 e 2026, além de informações sobre orçamento, contratos, licitações, obras em andamento, prazos e decisões consideradas prioritárias.

 

Zucco fala em aprimorar o trabalho da atual administração

Luciano Zucco agradeceu a Eduardo Leite pela disposição em colaborar com o processo e avaliou positivamente o início das conversas.

O governador eleito afirmou que o Estado precisa dar continuidade às iniciativas consideradas importantes, além de aprimorar aquilo que, na avaliação de sua futura gestão, necessitar de mudanças.

A declaração sinaliza que o processo de transição não se limitará à transferência de documentos. O acesso às informações administrativas e financeiras deverá ajudar a equipe de Zucco a avaliar os programas existentes e preparar as primeiras decisões do novo governo.

 

Quem coordena as equipes de transição?

Pelo governo de Eduardo Leite, a articulação política ficará sob responsabilidade do secretário-chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior. A coordenação técnica será conduzida pela secretária de Planejamento, Governança e Gestão, Danielle Calazans. O procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, também participará do apoio jurídico e legislativo.

Pela equipe de Zucco, a coordenação ficará a cargo de Leonardo Pascoal, atual secretário municipal de Educação de Porto Alegre e ex-prefeito de Esteio.

A Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão centralizará o compartilhamento das informações dos órgãos estaduais com a comissão responsável pela transição.

 

 

Portal permitirá acompanhar o processo

Também nesta sexta-feira (9), o governo estadual lançou o Portal da Transição, plataforma pública destinada a reunir informações sobre a organização e o andamento dos trabalhos.

O espaço reúne conteúdos como agendas, notícias, normas e a identificação das equipes envolvidas. A iniciativa pretende permitir que a sociedade acompanhe o processo de mudança de governo.

O portal pode ser acessado em: portaldatransicao.rs.gov.br.

 

 

O que está em jogo até janeiro de 2027?

A transição será uma etapa importante para a preparação do novo governo. Entre os principais pontos de atenção estão a situação fiscal do Estado, a execução do orçamento, os compromissos financeiros, as obras em andamento, a manutenção dos serviços públicos e a continuidade dos programas estaduais.

A documentação produzida durante o processo deverá oferecer um panorama da administração que se encerra e ajudar a identificar pendências, riscos e decisões que precisarão ser tomadas nos primeiros meses da nova gestão.

A posse de Luciano Zucco está prevista para 6 de janeiro de 2027. Até lá, o desafio será garantir uma transferência organizada de informações e preparar a estrutura administrativa para a mudança de comando.

A transição também permitirá observar quais políticas terão continuidade e quais poderão passar por alterações a partir das prioridades anunciadas pela futura administração. O resultado prático dependerá das informações apresentadas, das decisões tomadas pela nova equipe e da capacidade de manter os serviços públicos durante a mudança de gestão.

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