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CASO MANINHA: A SENTENÇA QUE COLOCOU FIM A QUASE OITO ANOS DE ESPERA
Quatro réus foram condenados nesta sexta-feira pelo assassinato da cabeleireira Návia Regina Christan, morta a tiros dentro do próprio salão em Tramandaí.
Por Tendência
Publicado em 25/09/2026 23:28
Justiça

Irmã, cunhado e outros dois réus são condenados pela morte da cabeleireira Návia Regina Christan, assassinada dentro do próprio salão em Tramandaí

Tramandaí – Depois de quase oito anos de investigação, processos e julgamentos, o Caso Maninha chegou a um momento decisivo nesta sexta-feira (25). O Tribunal do Júri de Tramandaí condenou os quatro réus acusados de envolvimento no assassinato da cabeleireira Návia Regina Christan, conhecida como Maninha.

A sentença foi lida por volta das 21h, no Foro da Comarca de Tramandaí, pelo juiz Gilberto Pinto Fontoura, após dois dias de julgamento.

As condenações encerram uma das mais longas e complexas histórias criminais acompanhadas pela comunidade de Tramandaí. Návia foi morta a tiros dentro do próprio salão de beleza, em 5 de novembro de 2018.

OITO ANOS DEPOIS, A SENTENÇA

A decisão do Tribunal do Júri estabeleceu penas diferentes para os quatro réus.

Silvana Christan, irmã da vítima e apontada pelo Ministério Público como uma das responsáveis pelo planejamento do crime, foi condenada a 30 anos de reclusão.

Joares Antônio Pellinson, cunhado de Návia, recebeu pena de 26 anos e 8 meses.

Robsom Araújo de Moraes Soares foi condenado a 13 anos e 4 meses, enquanto Rosane de Lima Araújo recebeu pena de 5 anos, 6 meses e 20 dias.

UMA MORTE DENTRO DO SALÃO

Na manhã de 5 de novembro de 2018, Návia estava trabalhando quando um homem entrou no salão de beleza onde ela atendia.

O ataque foi rápido. A cabeleireira foi atingida por três disparos e morreu no próprio estabelecimento.

O assassinato chocou Tramandaí e abriu uma investigação que revelou uma história marcada por conflitos familiares, suspeitas de planejamento e uma sequência anterior de violência contra a vítima.

Os dois homens apontados como executores materiais do homicídio foram julgados separadamente e já haviam sido condenados.

MANINHA JÁ HAVIA SOBREVIVIDO A OUTRO ATENTADO

O que torna o caso ainda mais marcante é que Návia já havia sido vítima de uma tentativa de homicídio pouco mais de um ano antes de morrer.

Em 26 de outubro de 2017, a residência da cabeleireira foi invadida e ela acabou baleada no rosto.

Návia sobreviveu, mas ficou com graves sequelas. Os envolvidos naquele primeiro atentado também foram posteriormente levados ao Tribunal do Júri e condenados.

Mesmo depois de sobreviver ao primeiro ataque, a cabeleireira acabaria sendo assassinada em seu próprio local de trabalho.

A TESE DA ACUSAÇÃO

Durante o processo, o Ministério Público sustentou que Silvana Christan e Joares Antônio Pellinson teriam participado do planejamento do homicídio.

Segundo a acusação, conflitos familiares e questões financeiras estariam entre os motivos apontados para o crime.

Ainda conforme a acusação, Rosane de Lima Araújo e Robsom Araújo de Moraes Soares teriam participado da articulação e da intermediação para a contratação dos executores.

As teses apresentadas pela acusação foram submetidas aos jurados, que decidiram pela condenação dos quatro réus.

DOIS DIAS DE TENSÃO NO FORO

O julgamento começou na quinta-feira (24). Durante a primeira etapa, foram ouvidas testemunhas e informantes, incluindo policiais envolvidos na investigação, familiares e pessoas ligadas à vítima e aos acusados.

Nesta sexta-feira, o processo avançou para os debates entre acusação e defesa e, posteriormente, para a votação dos quesitos pelo Conselho de Sentença.

Ao final, veio a decisão: quatro condenações.

AS PENAS

  • Silvana Christan: 30 anos de reclusão;
  • Joares Antônio Pellinson: 26 anos e 8 meses;
  • Robsom Araújo de Moraes Soares: 13 anos e 4 meses;
  • Rosane de Lima Araújo: 5 anos, 6 meses e 20 dias.

A situação prisional de cada condenado foi definida na sentença.

UM CASO QUE MARCOU TRAMANDAÍ

A história de Maninha atravessou anos e passou por dois atentados, investigações, prisões e diferentes julgamentos.

Primeiro, a tentativa de assassinato em 2017. Depois, em 2018, a morte dentro do salão onde Návia trabalhava.

Agora, quase oito anos depois do homicídio, o Tribunal do Júri de Tramandaí chegou à decisão sobre os quatro réus julgados nesta semana.

O nome de Maninha, que durante anos esteve associado a um dos crimes que mais repercutiram no Litoral Norte, volta a ocupar o centro das atenções após a sentença que condenou os quatro acusados.

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