Randolfe Rodrigues: "No próximo esforço concentrado, no dia 2 de setembro, nós deveremos apreciar essa proposta e levá-la para o Plenário do Senado" - (crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou, nesta segunda-feira (24/8), que a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) deve votar, na próxima quarta-feira (2/9), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala de trabalho 6x1.
“No próximo esforço concentrado, no dia 2 de setembro, nós deveremos apreciar essa proposta e levá-la para o Plenário do Senado”, disse em vídeo publicado nas redes sociais. “Os trabalhadores do Brasil merecem e necessitam de um dia a mais para ficar com a família, ir à missa e ao culto, se divertir”, afirmou ao defender a aprovação da matéria.
A PEC tramita na CCJ do Senado sob a relatoria do senador Omar Aziz (PSD-AM), um aliado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defensor da pauta. O parlamentar afirmou ter certeza que a Casa dará a maior agilidade possível para a matéria e que pretende ouvir os colegas senadores para construir o relatório.
“Eu espero o mais rápido possível, agora no pós recesso, poder ler o relatório, e espero que a gente possa votar essa matéria o mais rápido possível”, disse o relator em vídeo publicado nas redes sociais.
Vale lembrar que a PEC estava travada no Senado desde maio, quando foi aprovada pela Câmara dos Deputados, e teve avanço somente após uma melhora na relação entre o presidente Lula e o do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Nas redes sociais, nesta segunda, o presidente Lula reiterou o apoio a medida. "O nosso governo está mobilizado para a aprovação do fim da escala 6x1, sem redução do salário. O povo trabalhador que movimenta este país merece ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e para acompanhar o crescimento dos filhos", escreveu.
Há ainda uma previsão de que Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reúnam nesta semana para tratar de outra prioridade do governo, a medida provisória que põe fim à taxa das blusinhas, imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50.
A norma está em vigor, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional até o dia 8 de setembro de 2026 para não perder a validade.
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