Guaíba se aproxima da cota de alerta enquanto Rio Gravataí mantém áreas sob risco de inundação
Nível do Guaíba chega a 2,54 metros em Porto Alegre; Rio Gravataí permanece acima da cota de inundação e mantém atenção em Gravataí, Cachoeirinha e áreas próximas às ilhas
O cenário hidrológico voltou a exigir atenção na Região Metropolitana de Porto Alegre nesta sexta-feira (31). O Rio Guaíba continua subindo e chegou a 2,54 metros no ponto de monitoramento do Cais Mauá C6, ficando a apenas 6 centímetros da cota de alerta, estabelecida em 2,60 metros.
O nível do Guaíba entrou na cota de atenção na quarta-feira (29), quando atingiu 1,90 metro. Desde então, a água avançou gradualmente. A Defesa Civil de Porto Alegre mantém aviso hidrológico em nível laranja, válido até as 18h de segunda-feira (3).
Ilhas de Porto Alegre estão entre as áreas de maior atenção
Caso o Guaíba ultrapasse os 2,60 metros, poderão ocorrer impactos principalmente nas áreas mais baixas e ribeirinhas da Capital.
O Bairro Arquipélago, formado pelas ilhas da Pintada, Grande dos Marinheiros, Flores e Pavão, está entre os locais que exigem maior atenção. Também podem ocorrer impactos nas regiões ribeirinhas da Zona Sul e Extremo Sul de Porto Alegre.
Apesar da proximidade da cota de alerta, as projeções disponíveis indicam que o Guaíba deve permanecer nos próximos dias na faixa de atenção, podendo chegar próximo à cota de alerta.
Rio Gravataí permanece acima da cota de inundação
A situação é ainda mais preocupante na bacia do Rio Gravataí.
Na atualização mais recente encontrada nesta sexta-feira (31), o rio estava em aproximadamente 4,93 metros, permanecendo cerca de 18 centímetros acima da cota de inundação. O monitoramento aponta que áreas próximas ao rio continuam sob influência da elevação das águas.
O cenário exige atenção especial nos municípios de Gravataí e Cachoeirinha, além das áreas ribeirinhas e regiões mais baixas que sofrem influência do Rio Gravataí.
Em Gravataí, a elevação do rio mantém a população das áreas próximas ao curso d'água em estado de atenção. A Defesa Civil estadual já havia emitido alerta de risco muito alto para inundação do Rio Gravataí no município.
Cachoeirinha também permanece em área de atenção
Em Cachoeirinha, o comportamento do Rio Gravataí é um dos principais fatores de preocupação. A proximidade das áreas urbanizadas com o curso do rio faz com que a elevação da água possa provocar impactos principalmente nas regiões mais baixas e próximas às margens.
O acompanhamento permanente é importante porque a evolução do nível do Gravataí pode provocar mudanças rápidas nas condições de áreas que já apresentam histórico de alagamentos e inundações.
Região Metropolitana concentra preocupação
A situação dos rios que desembocam no sistema do Guaíba aumenta a necessidade de monitoramento na Região Metropolitana.
Além do Gravataí, os rios Taquari, Caí e dos Sinos também apresentam níveis elevados em seus pontos de monitoramento, de acordo com os alertas hidrológicos em vigor. A previsão de novas chuvas mantém o cenário de atenção para os próximos dias.
Cenário exige acompanhamento permanente
O quadro desta sexta-feira mostra dois pontos de atenção simultâneos:
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Guaíba: 2,54 metros, apenas 6 centímetros abaixo da cota de alerta de 2,60 metros;
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Ilhas de Porto Alegre: áreas consideradas vulneráveis caso o Guaíba continue subindo;
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Rio Gravataí: aproximadamente 4,93 metros, cerca de 18 centímetros acima da cota de inundação;
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Gravataí: áreas ribeirinhas permanecem sob atenção devido à elevação do rio;
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Cachoeirinha: risco concentrado principalmente em áreas baixas e próximas ao Rio Gravataí;
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Taquari, Caí e Sinos: também apresentam níveis elevados e seguem sendo monitorados.
O cenário permanece dinâmico. A continuidade das chuvas e a resposta dos rios nas próximas horas serão decisivas para determinar se haverá agravamento das condições de inundação na Região Metropolitana de Porto Alegre.
A recomendação é que moradores de áreas ribeirinhas e locais historicamente atingidos por enchentes acompanhem os comunicados oficiais da Defesa Civil e estejam preparados para possíveis mudanças no nível de risco.
imagens ag Brasil