Ex-treinador da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira (direita), ao lado do capitão Dunga durante as comemorações do tetra, em 1994 - (crédito: Carlos Eduardo/CB/D.A Press)
Ex-treinador da Seleção Brasileira e tetracampeão mundial em 1994, Carlos Alberto Parreira teve piora no estado de saúde e precisará passar por cirurgia na tarde deste sábado (27/6). Boletim médico divulgado pelo Hospital Samaritano Barra, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro, confirmou o quadro de Parreira.
De acordo com a instituição, o carioca teve complicações clínicas causadas pela inflamação pulmonar. O problema respiratório foi o responsável pela internação do ex-técnico, no dia 16 de junho, há 11 dias. A intervenção cirúrgica será feita na via aérea superior.
Parreira precisou ser novamente sedado e voltou a respirar por aparelhos. Por hora, no entanto, encontra-se estável. Ainda não há previsão de alta. No último dia 23, foi informado que ele já respirava de forma espontânea, condição que veio a regredir.
Além do quadro respiratório, o comandante do tetra luta contra um quadro de linfoma de Hodgkin, doença diagnosticada em 2023. Trata-se de um tipo de câncer que se origina no sistema linfático.
História no futebol brasileiro e internacional começou nos anos 1970
Carlos Alberto Parreira é mencionado como um dos principais treinadores da história do futebol brasileiro. Em diferentes funções, esteve diretamente envolvido em oito edições de Copa do Mundo.
da África do Sul. De volta ao Brasil, comandou a Canarinho em 2006. Enquanto isso, em 2014, foi coordenador técnico da Seleção.
No cenário nacional do futebol de clubes, é ídolo do Fluminense, onde começou justamente como preparador físico, nos anos 1970. Em 1984, era o técnico no título do Campeonato Brasileiro daquele ano, o segundo da história do Tricolor Carioca. Em 1999, comandou o time na Série C. A última passagem veio em 2009.
Durante a carreira, também somou passagens por Corinthians, São Paulo, Atlético-MG, Santos, Bragantino e Internacional; além de Valencia (Espanha), Fenerbahçe (Turquia) e MetroStars (EUA) no exterior.
Gabriel Botelho +
Correio Braziliense