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Da Antártica às Canárias: o avanço do hantavírus a bordo do MV Hondius
Por Tendência
Publicado em 11/05/2026 15:17
Saúde

Hantavírus: a cronologia completa da crise no navio MV Hondius

Como começou o surto

O surto de hantavírus ligado ao navio polar MV Hondius começou durante uma viagem iniciada em 20 de março de 2026, saindo de Ushuaia, na Argentina. A embarcação realizava uma rota turística por áreas remotas do Atlântico Sul e da Antártica.

As autoridades acreditam que os primeiros passageiros contaminados podem ter contraído o vírus durante uma excursão de observação de aves no sul da Argentina antes mesmo do embarque. A suspeita principal envolve contato indireto com fezes ou urina de roedores silvestres infectados.


A rota da viagem

O navio passou por diversos pontos isolados do Atlântico Sul, incluindo:

  • Ushuaia, Argentina;
  • Ilhas da Antártica;
  • Geórgia do Sul;
  • Tristan da Cunha;
  • Ilha de Santa Helena;
  • Cabo Verde;
  • Ilhas Canárias, Espanha.

O destino final previsto agora é Rotterdam, na Holanda, onde a embarcação deverá passar por desinfecção completa e inspeção sanitária.


O desenvolvimento da situação

Os primeiros sintomas apareceram em abril. Passageiros começaram a apresentar:

  • febre;
  • problemas gastrointestinais;
  • pneumonia;
  • insuficiência respiratória aguda;
  • choque cardiopulmonar.

A situação piorou rapidamente quando ocorreram as primeiras mortes a bordo.

Até 11 de maio de 2026:

  • 7 casos foram confirmados pela OMS;
  • 2 casos seguem suspeitos;
  • 3 mortes foram registradas.

Quem foram as primeiras vítimas

A primeira morte registrada foi de um homem holandês de 70 anos, que apresentou sintomas em 6 de abril e morreu em 11 de abril dentro do navio.

Sua esposa, de 69 anos, também adoeceu, desembarcou na Ilha de Santa Helena e foi transferida para Johannesburgo, na África do Sul, onde morreu em 26 de abril. Exames posteriores confirmaram hantavírus.

A terceira vítima foi uma passageira alemã que morreu em 2 de maio ainda a bordo.


Existe morte confirmada no Brasil?

Até o momento, não há registro oficial de mortes relacionadas ao surto do MV Hondius no Brasil. Autoridades internacionais seguem monitorando passageiros que passaram por diferentes países durante a viagem.


Os testes e confirmação do vírus

Os exames laboratoriais confirmaram a presença da cepa Andes do hantavírus, considerada rara porque pode apresentar transmissão entre humanos em situações específicas.

Os testes foram realizados em colaboração entre laboratórios da:

  • África do Sul;
  • Argentina;
  • Suíça;
  • Senegal.

A Organização Mundial da Saúde confirmou oficialmente os resultados.


Repatriação dos passageiros e tripulação

A operação internacional de repatriação começou nas Ilhas Canárias, especialmente em Tenerife. Passageiros foram retirados usando roupas de proteção e submetidos a triagem médica rigorosa.

Os envolvidos foram enviados para diferentes países:

  • Estados Unidos;
  • França;
  • Reino Unido;
  • Holanda;
  • Austrália;
  • Espanha.

Alguns passageiros viajaram em cápsulas de biocontenção aérea.


Onde está o navio agora

O MV Hondius está nas Ilhas Canárias após deixar Cabo Verde. Depois da retirada dos passageiros, o navio deverá seguir para Rotterdam, na Holanda, onde passará por:

  • descontaminação;
  • inspeção sanitária;
  • investigação epidemiológica.

O que dizem as autoridades de saúde

A Organização Mundial da Saúde afirmou que o risco global permanece baixo porque o hantavírus normalmente não se espalha facilmente entre pessoas.

O diretor interino do Centers for Disease Control and Prevention, Jay Bhattacharya, declarou que a situação “não deve causar pânico”, embora esteja sendo tratada com protocolos rigorosos de isolamento e monitoramento.

A OMS recomendou acompanhamento médico dos passageiros por até 42 dias após a exposição ao vírus. 

 
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