
O reverendo Jesse Jackson, uma das figuras mais influentes do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, teve sua morte confirmada, marcando o fim de uma era na luta por igualdade racial, justiça social e direitos humanos.
Discípulo e colaborador próximo de Martin Luther King Jr., Jackson ganhou projeção nacional nas décadas de 1960 e 1970 ao defender políticas de inclusão, combate ao racismo estrutural e oportunidades econômicas para comunidades marginalizadas. Ele esteve ao lado de King em momentos históricos do movimento e ajudou a manter viva a agenda dos direitos civis após o assassinato do líder em 1968.

Trajetória política e ativismo
Além de pastor batista, Jesse Jackson foi fundador da organização Rainbow/PUSH Coalition, que atuou na promoção de igualdade econômica, educação e representação política para minorias.
Em 1984 e 1988, lançou candidaturas históricas à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, tornando-se um dos primeiros afro-americanos a disputar com força a indicação presidencial. Suas campanhas ampliaram o debate sobre justiça racial, acesso à saúde, emprego e direitos civis.
Legado

A morte de Jesse Jackson gera comoção entre líderes políticos, religiosos e ativistas ao redor do mundo. Seu legado é lembrado como símbolo de resistência pacífica, fé como instrumento de transformação social e persistência na busca por equidade.
Ao longo de décadas, Jackson ajudou a abrir caminhos para novas lideranças negras na política americana e inspirou movimentos que continuam ativos até hoje.