Offline
Padre se recusa a pronunciar nome de bebê durante batismo
Família registra ocorrência após padre se recusar a falar o nome da bebê durante batismo no Leblon, no Rio de Janeiro
Publicado em 28/08/2025 00:06
Religião

Padre se recusa a falar o nome da criança durante batismo - (crédito: Reprodução/TV Globo)

Uma família registrou boletim de ocorrência após um padre se recusar a pronunciar o nome da filha durante a cerimônia de batismo, no Leblon, Rio de Janeiro. Segundo os pais, o sacerdote teria rejeitado o nome por ter suposta ligação com outro culto religioso.

A cerimônia foi gravada. No vídeo, é possível perceber o padre evitando mencionar o nome da criança nos momentos tradicionais em que deveria ser dito. Segundo informações da TV Globo, o episódio começou antes mesmo do início da celebração, quando o padre afirmou que não pronunciaria o nome porque não seria cristão para Marcelle Turan, mãe da criança.

Marcelle e o pai da menina, David Fernandes, explicaram que a escolha do nome foi feita com carinho. “Queríamos algo forte, com significado importante. Yaminah significa justiça, prosperidade, direção. É um nome muito bonito, não havia necessidade disso acontecer”, disse a mãe.

Durante a cerimônia, o sacerdote se referiu apenas a “a criança” ou “a filha de vocês”. No momento do batismo, quando tradicionalmente se pronuncia o nome ao jogar água sobre a cabeça, o padre não o fez. Um vídeo gravado por uma tia mostra um pedido para que o nome fosse dito, ao que o padre respondeu que já havia pronunciado.

Origem do nome Yaminah

Origem linguística: O nome deriva da palavra árabe "Yameen", que significa "direita" ou "lado direito".

Forma feminina: O sufixo feminino "-ah" é adicionado, transformando "Yameen" em "Yaminah", cujo significado pode ser traduzido como "aquela que é abençoada" ou "aquela que é afortunada".

Significado: O nome também é associado a ideias de justiça, direção e prosperidade.

Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que a investigação segue na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e está sob sigilo. O Correio tentou contato com a Arquidiocese e com a família, mas até o fechamento da reportagem não houve retorno. Estamos abertos para eventuais posicionamentos.

Amanda S. Feitoza 

Correio Brazilense

Comentários