Irmã é acusada de ser a mandante do crime.Créditos: Juliano Verardi - DICOM/TJRS
O interrogatório dos quatro réus acusados de envolvimento na tentativa de homicídio da cabeleireira Návia Regina Christan, ocorrido em 2017, encerrou a fase de instrução do júri que está sendo realizado na Comarca de Tramandaí, litoral norte do RS. Amanhã (28/03), os trabalhos retornam a partir das 8h, com os debates entre acusação e defesas. O julgamento é presidido pelo Juiz de Direito Gilberto Pinto Fontoura e está sendo transmitido pelo canal do TJRS no YouTube.
A irmã de Návia, que também é cabeleireira, negou que houvesse desavenças entre elas, e que apenas aconteceu um afastamento em razão de uma ação trabalhista, já que a vítima foi sua funcionária. "A gente nunca discutiu. Nunca tivemos ódio uma da outra", afirmou. Confirmou que houve o acionamento na justiça, mas que a irmã perdeu a reclamatória. "Depois disso, a gente não se conversava, mas a gente também não brigou", declarou. Afirmou que, após o falecimento de Návia, em 2018, teve o seu nome mencionado nas redes sociais e, se sentindo vítima de calúnias, contratou uma advogada na ocasião. Declarou que não foi ao velório da irmã porque estava com a perna engessada e por orientação da sua assessoria jurídica na época.

Manicure teria recebido dinheiro para contratar o executor de Návia.Créditos: Juliano Verardi - DICOM/TJRS
A manicure que teria colaborado com o crime, intermediando a contratação do executor, contou que trabalhou por cerca de 1o anos, com a ré e com a vítima também, por um pequeno período. Afirmou que foi obrigada a participar da execução do crime, uma vez que recebia dos mandantes ajuda devido às dificuldades financeiras pelas quais passava com os filhos. "Ele (réu, cunhado de Návia) me obrigou, disse que eu devia favores a eles e que era hora de pagar", declarou. Afirmou também que foi ameaçada: "disseram que o que aconteceu com a Maninha (Návia) poderia acontecer comigo".
Afirmou acreditar que o motivo do casal para cometer o crime tenha sido a competição profissional entre as irmãs, que tinham a mesma profissão e atuavam em salões diferentes. Informou que entregou ao executor uma caixa, que deduziu ser uma arma de fogo e um envelope. E que não houve recompensa pela sua atuação. Sobre o seu relacionamento com a vítima, disse que nunca teve nada contra Návia. "Se eu soubesse que iria acontecer isso com ela, jamais teria colaborado. Me falaram que seria um susto", afirmou ela.
Réu, cunhado de Návia, também é apontado como mandante.Créditos: Juliano Verardi - DICOM/TJRS
O cunhado de Návia declarou ser inocente e que se sente injustiçado por estar preso há 3 anos. Acredita que a animosidade que há por parte de familiares de Návia é devida à dívida financeira que tinha com o sogro, já falecido. Negou ter dado dinheiro à manicure. E disse que não conhecia o homem acusado de atirar na vítima antes de serem presos no mesmo presídio.
Acusado de atirar na cabeleireira negou participação no crime. Créditos: Juliano Verardi - DICOM/TJRS
O homem acusado de atirar na cabeleireira negou a autoria do crime. Disse que recebeu, mas recusou a proposta para matar Návia. Afirmou que o convite foi feito pelo então companheiro da manicure, mas que a identidade da vítima não foi revelada. "Só disse que seria uma mulher que deveria ser morta", afirmou. "Não estou envolvido, não fiz nada", acrescentou.
Texto: Janine Souza
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